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A viagem

Bom, a primeira coisa que deve ser registrada é o fato de que em 99% das viagens, independente se é de avião, trem ou ônibus,  tem um bêbe chorando e um chato tossindo. Na minha viagem tinha o bebê. E também tinha o chato da tosse. Que, no caso, era eu. Acho que mais chato que suportar a tosse dos outros é ser o tossidor. Porque, se não é você quem está tossindo, pelo menos é possível tentar abstrair, colocar um fone no ouvido, e dormir. Mas, no final das contas, até que eu consegui tirar um cochilo de mais ou menos uma hora e meia. Já que eu embarquei às 17h (horário de Brasília), e eles serviram o jantar por volta das 20h39, 21h (ainda no horário de Brasília). Depois disso, assisti um filminho e cochilei. Acordei com as luzes do avião acesas e todos prontos para o café da manhã. É que o avião chegaria em Lisboa mais ou menos 6h30 da manhã (horário de Lisboa), então, a companhia aérea optou por agradar a todos os fusos horários. E como no fuso de Portugal seria por volta de 5h da manhã, o café já estava sendo servido. O problema é que pra mim aquilo estava mais pra lanchinho da madrugada, já que, no meu fuso horário, ainda eram 1h da manhã.
Tudo bem. Acordei. Comi. O avião aterrissou. Na hora do desembarque, nada melhor do que seguir o fluxo. Onde a galera estiver indo, você vai também, com a cara mais confiante possível. Passei pela imigração. Tudo certo.
Dei uma voltinha pelo aeroporto e achei umas coisas que considerei interessantes:

Uma lata de azeite Gallo, dessas que tem em qualquer restaurantezinho no Brasil, no Free Shop custa 9,90. Mas, atenção, 9,90 EUROS. Tipo, uns 22 reais (???). Cheguei a conclusão de que barato no Free Shop é só a vodka mesmo.
E o que dizer das logomarcas conhecidas no Brasil, mas com nomes diferentes?

Kibom/Olá


Época/Focus

A aventura estava só começando. Como para o meu corpo ainda era de madrugada. Cacei uns bancos vazios, fiz minha mochila de travesseiro e dormi. Desse naipe aí (só que em cadeiras menos confortáveis).


O vôo para Madri sairia só às 15h15 (doce ilusão). Até tentei adiantar, mas os vôos anteriores estavam todos cheios. Depois de dormir, fui comer (almoçar, no horário de Lisboa, café da manhã, no horário de Brasília). A essa altura já tinha tentado entrar na internet. Mas era paga. Desisti.
Fui procurar o portão do vôo. No tempo que eu fiquei lá mudou umas três vezes. E cada hora era numa ponta do aeroporto. Mesmo andando quilômetros lá dentro, estava feliz porque o vôo não estava atrasado. Precisava chegar no horário. Ou, no máximo, com meia hora de atraso, para conseguir pegar o ônibus para Salamanca. Eu já tinha comprado a passagem. Era só uma questão (literalmente) de tempo. É que Murphy tarda, mas não falha. O vôo atrasou. As pessoas colaboraram e demoraram a entrar no avião. O vôo em si até que foi rápido. Mas foi mais uma odisséia para abrirem as portas. Finalmente saí do avião. Fui pegar as bagagens. Mas quem disse que elas apareciam? E quando apareceram, quem disse que as minhas passavam? A maior parte das pessoas já tinha pegado as malas, quando as minhas resolveram aparecer. Já estava achando que elas tinham sido extraviadas. Olhei no relógio. Faltavam cinco minutos pro ônibus sair. Se eu corresse, quem sabe dava tempo. Não tinha que fazer imigração nem nada... Era só achar o terminal do ônibus. Só isso. No bilhete falava Terminal 1. Eu estava no Terminal 2. Fui seguindo as placas. Até que achei algo parecido com um ponto de ônibus. Pedi informação e o moço falou que era do ooooooooutro lado do aeroporto. Ótimo! Sai a Tainá correndo, empurrando um carrinho com duas malas gigantes.
Quando chego do outro lado, peço informação de novo. O moço disse que eu tinha que descer e ir até o final do corredor. Mas descer como? Só tinha escada para descer. Só se eu me jogasse do parapeito, junto com as malas. Não via outra alternativa. Até que achei um elevador. Mas era pequeno. Me indicaram outro. Do lado de fora. Desci. Olhei no relógio. Já tinham passado mais de 20 minutos do horário. É. Perdi. Fui até o guichê da companhia tentar trocar o bilhete, mas a moça disse que eles não realizam troca (já sabia disso quando comprei, mas quem sabe, né?!). Tinham poucas vagas para o próximo, e último, horário. Resolvi reclamar na companhia aérea, pra ver seles pagavam a passagem pra mim. Se fosse perto, dava tempo. Mas me informaram que o guichê da TAP era do oooooooooooooooutro lado do aeroporto. Resolvi comprar o bilhete com meu dinheiro mesmo e depois ir à companhia. Quando cheguei lá, só uma vaga: a minha! Realizada a compra, fui lá registrar minha indignação. Tinha esperança de ter o dinheiro de volta. Mas o moço do guichê disse que eles não se responsabilizam quando o atraso deles prejudica o embarque em outros tipos transporte não previstos na compra do bilhete aéreo. Mas que eu podia registrar uma queixa, que eles analisariam. Tinha uma outra basileira lá. Também reclamando. Ela tinha perdido três vôos por causa do atraso. É aquela história: olha pra baixo, tem alguém te dando tchau. Fiquei até feliz que tinha perdido só um ônibus.
Registrei a queixa e fui pro terminal pegar o ônibus. Não sem antes dar um acesso de tosse em frente aos outros passageiros! Na correria, tinha até esquecido que estava com alergia. Dentro do ônibus consegui respirar. Pude entrar na internet e dar sinal de vida. Estava morta. Estrupiada. Com uma olheira enorme. O que eu mais queria um banho e uma garrafa d'água. Cheguei em Salamanca. A cidade é tão linda que até esqueci o cansaço! O Igor Brasileiro foi me recepcionar na rodoviária. Pegamos um táxi. O último meio de transporte do dia. Cheguei no hotel e realizei o sonho da água e do banho. Agora estou feliz!

Moral do dia: não conte a pontualidade das companhias aéreas.

Sua Mãe

Esta edição da coluna de música traz uma banda peculiar. A começar pelo fato de o vocalista ser mais conhecido por seu trabalho como ator, já ter feito alguns galãs de novela, protagonizado filmes foi por causa de um desses filmes, que neste momento está passando na Globo, que eu lembrei que há tempos quero postar sobre a banda dele! e peças teatrais. Ao contrário de vários atores por aí, ele não "leva a sério" a carreira de cantor. A começar pelo estilo musical da banda, o brega! O que vai de encontro com o estereótipo ator/cantor/apresentador/modelo/DJ que normalmente recorre ao estilo romântico.
Vide Fábio Júnior, Rodrigo Faro e... Dado Dolabella [hã?] - se é que ele pode ser considerado cantor, ou ator, ou os dois!

E o "não levar a sério por ser brega" não é menosprezando o ritmo. Até porque, eu mesma já disse em posts anteriores que sou fã de brega! É mesmo pelo fato de os próprios artistas bregas "não se levarem muito a sério". Ou você acha que a Joelma sai com aquelas roupas na rua???
São todos personagens. E excelentes personagens, por sinal. Talvez por isso a combinação ator/cantor tenha dado certo nesse caso.

Bom, mas chega enrolação. A banda da qual eu falo é a Sua Mãe não. não estou xingando. É o nome da banda mesmo!. E o ator é o Wagner Moura!



Em 1992, o ainda iniciante ator Wagner Moura decidiu montar o grupo Sua Mãe - com seis amigos da faculdade, de Salvador. Quanta ironia! Enquanto todos ao redor remavam no mar do axé, eles iam contra a corrente. Nada Chiclete com Banana ou É o Tchan! O lance era rock and roll. A "música superpopular brasileira", termo usado por Wagner para se referir à "música brega", veio do toca-discos dos pais do ator. Já o pós-punk de Cure, Smith e Joy Division, era uma forma de se opor à ditadura do axé.


Algumas declarações do ator ratificam o que eu afirmei acima: "[a banda] foi sempre uma grande diversão e nunca nossa prioridade. Mas quando a banda completou 15 anos, decidimos gravar uma demo com as nossas melhores músicas... Essa demo acabou se transformando no disco The Very Best of the Greatest Hits. Nele, colocamos canções que foram gravadas, muitas vezes, quando estávamos bêbados". Viu como eles não se levam a sério?!

Sua Mãe é composta ainda por Gabriel (arranjos, guitarra e vocal), Leco (bateria), Serjão Brito (baixo), Ede Marcus (guitarra base e vocal), Tangre Paranhos (teclados e vocal) e Claudinho David (violão, ritmo e vocal).

Ficou curioso? Confere aí o som dos caras:

O Brasil lá fora - Copa

Como só se fala nisso no país do futebol, o assunto desta coluna não poderia ser diferente: COPA DO MUNDO!
Temos dois temas para abordar hoje. O primeiro é como os jornais internacionais viram a vitória do Brasil por 2 a 1 sobre a Coréia do Norte. 



O The New York Times, com sempre, trouxe um texto mais longo e se aprofundou mais no assunto, dando detalhes do jogo e colocando a sua posição com relação à partida e à atuação das equipes. O jornal colocou a Seleção Brasileira como nervosa e impaciente com a defesa compacta e organizada da Coréia do Norte. O texto cita que o gol feito pelo time asiático dá a eles esperança de que nem tudo está perdido, mesmo num grupo que inclui Portugal e Costa do Marfim. O que se segue é a afirmação de que o objetivo do Brasil é muito maior. Nada menos que o sexto título mundial irá nos satisfazer. Maaaaaas, a seleção ainda tem quem fazer alguns ajustes. Um exemplo é Kaká e que, segundo a matéria, mostrou apenas relances do craque indomável que foi eleito melhor jogador do mundo em 2007. Os elogios ficaram para Robinho.
Uma das declarações interessantes publicadas na matéria foi a de Maicon, que ao contrário da maioria dos jogadores elogiou a Jabulani. E, logo em seguida, sobrou elogio pro Maicon Também! Com direito a mini-biografia e a explicação para o nome do jogador (Maicon Douglas Sisenado): uma homenagem ao a ator Michael Douglas, considerado muito sexy pela mãe do atleta. Informação um tanto quanto dispensável e com um certo tom de ironia, eu diria. 


O que se segue são comentários com relação ao regime político norte-coreano: torcedores, vestidos com roupas idênticas, escolhidos pelo Governo Coreano para estarem ali, mas, que, segundo o jornal, na verdade são chineses; e uma afirmação que dá a entender que, possivelmente, apenas o gol da Coréia será reproduzido pela rede de TV estatal do país.


Parece que o El País preferiu se isentar as críticas e deixou tudo a cargo da mídia brasileira. Ou então foi preguiça de apurar e escrever mesmo! Porque a única matéria que achei no site sobre o jogo da Seleção Brasileira trouxe como fontes Folha de São Paulo, Lance, O Globo e o site Globo Espote. A primeira frase do texto reproduz a manchete do Globo de hoje: "Tanto segredo para isso?". Logo em seguida reproduz trechos das matérias do Globo e da Folha de São Paulo, que classificaram a atuação da Seleção Canarinha como "fria, burocrática e pouco imaginativa, e obteve uma vitória sofrida ante à, teoricamente, seleleção mais fraca do Mundial", "uma vitória sem brilho e com um futebol pobre". O periódico espanhol ressalta ainda que ambos os jornais criticaram as tuações de Kaká e Luis Fabiano.
No parágrafo seguinte é colocada a posição do Lance como menos contundente nas críticas. Com relação aos jogadores, a matéria do El País afirma que o Lance acrescentou Robinho à lista de titulares que passaram despercebidos. Por fim, o Globo Esporte e repete tudo o que foi citado e coloca Maicon como jogador destaque.


O outro fato a ser abordado já está um tanto quanto batido, mas não poderia passar depercebido no blog. Se trata do CALA BOCA GALVÃO!



A frase que tomou conta do Trending Topics do Twitter também teve lugar nos jornais The New York Times e El País.
Pra quem ficou sabendo, mas não conferiu as matérias, seguem alguns trechos, digamos, interessantes:

O NYT se referiu ao narrador brasileiro como "máquina de clichês bombásticos", ao explicar para os leitores quem é Galvão! Um dos personagens entrevistados, um brasileiro que vive em Nova York, disse que "a maioria das pessoas [brasileiras] gostaria de 'fazer hora com a cara' do Galvão"
E para quem não sabe, o aquele vídeo com locução "que parece ter saído direto de uma produção da BBC", como o próprio jornal define, foi feita por Fernando Motolese, um comediante e produtor audiovisual de São Paulo. A matéria diz que ele gastou 32 horas [quase ininterruptas, diga-se de passagem!] para fazer o vídeo e recrutou o ator britânico, Stewart Clapp, para fazer a locução.



O texto ousa dizer que a "piada interna de um país inteiro" foi mais satisfatórea que a vitória de 2x1 do Brasil sobre a Coréia. O finalzinho da matéria diz que Galvão não se importa com a piada.


O El País começa citando todas as possibilidades para o significado do CALA A BOCA GALVÃO. De música da Lady Gaga a pássaro em extinção. Mas revela que a verdade é que a frase é uma grande brincadeira dos usuários brasileiros do Twitter - país que só perde para os EUA em número de usuários.
E completa a  matéria dizendo que a Globo respondeu de maneira divertida a solicitação das pessoas que pedem na rede social que Galvão pare de falar durante as partidas: criou um jogo com as frases mais populares do locutos. O jogo se chama "Fala, Galvão!". Confesso que essa do jogo eu não sabia até ler a matéria.

Ficou curioso pra saber como funciona? Clique aqui!